domingo, 16 de dezembro de 2012

adjetivos classificação e flexão


Emerson Fittipaldi foi um ótimo piloto.
O garoto é um atrevido.
A atriz da nova é lindíssima.

Ótimo, atrevido e lindíssima expressam qualidades e características dos seres. Essas palavras são denominadas adjetivos.

O adjetivo tem a função de expressar características, qualidades, estados, etc., dos seres.

DICA » o adjetivo se refere sempre a um substantivo.

Exemplo:

O bolo é delicioso.

O adjetivo delicioso está se referindo ao substantivo bolo.


Vejamos alguns exemplos de adjetivos expressando:

- Qualidade:

Aquele cavalo é rápido.
 O banco do seu carro é confortável.

- Estado:

A menina está calma.
 O trânsito de Fortaleza está agitadíssimo.

- Característica:

Laura é uma modelo bonita e inteligente.

Classificação dos adjetivos

1. Adjetivos primitivos

São aqueles que não derivam de outra palavra da língua.
Exs: bom, verde, grande.

2. Adjetivos derivados

São aqueles que se originam de um substantivo, de um verbo ou de outro adjetivo da própria língua.
Exs: radical (derivado do substantivo raiz)
      noturno (derivado do substantivo noite)
      bondoso (derivado do substantivo bom)

3. Adjetivos simples

São aqueles formados por um único elemento.
Exs: uniforme cinza, problema político

4. Adjetivos compostos

São aqueles formados por mais de um elemento.
Exs: uniforme cinza-chumbo, problema político-social, pessoa benquista (bem + quista)

5. Adjetivos pátrios ou gentílicos

São adjetivos que se referem a nacionalidade ou lugar de ordem.
Ex: brasileiro, paraense, mineiro, britânico, ticuna.

Quanto ao gênero os adjetivos podem ser uniformes ou biformes:

1) Uniformes: têm uma só forma para os dois gêneros.
Exs: problema fácil - questão fácil, menina feliz - menino feliz

2) Biformes: têm duas formas diferentes, uma para o masculino e outra para o feminino.
Exs: mundo adulto - fase adulta, homem mau, mulher má.

Formação do feminino

1) Adjetivos simples

a) regra geral - troca-se o por a:
Exs: sujo - suja, bonito - bonita

b) adiciona-se a aos adjetivos terminados em u, ês e or:
Exs: cru - crua, inglês - inglesa, tentador- tentadora

Exceções:
homem trabalhador - mulher trabalhadeira, problema motor - força motriz

São invariáveis: hindu, cortês, descortês, montês, pedrês, anterior, superior, multicor, melhor e pior.

c) Adjetivos terminados em ão fazem o feminino em:

ã - brasileiro cristão - brasileira cristã
ona - aluno brincalhão - aluna brincalhona

Exceções:
judeu - judia, sandeu (idiota, tolo) - sandia

e) Adjetivos terminados em éu fazem o feminino em oa:
Exs: ilhéu - ilhoa, tabaréu (caipira) - tabaroa

2) Adjetivos compostos

Nos adjetivos compostos, só o último elemento assume a forma feminina:
Exs: comércio luso-brasileiro - tradição luso-brasileira
       intercâmbio franco-espanhol - guerra franco-espanhola

Exceção:

menino surdo-mudo - menina surda-muda

Número

Formação do plural

1) adjetivos simples

Ficam no singular ou no plural, concordando com a palavra a que se referem:
Exs: vida adulta - vidas adultas, situação difícil - situações difíceis

2) Adjetivos compostos

Nos adjetivos compostos, só o último elemento vai ara o plural:
Exs: camisa amarelo-clara - camisas amarelo-claras
       intervenção médico-cirúrgica - intervenções médico-cirúrgicas

Exceções:

azul-marinho/azul celeste  » permanecem sempre invariáveis;
surdo-mudo  » flexionam-se os dois elementos;
Ex: menino surdo-mudo - meninos surdos-mudos

São invariáveis os adjetivos que se referem a cor e o segundo elemento é um substantivo:

Vejamos alguns exemplos:

Calça azul-marinho - calças azul-marinho
Cortina azul-celeste - cortinas azul-celeste
Carro amarelo - canário - carros amarelos canário
Camisa verde-limão - camisas verde-limão

Permanecem, também, invariáveis adjetivos com a composição COR + DE + SUBSTANTIVO.

Exemplo:

Vestido cor-de-rosa - vestidos cor-de-rosa


GRAU DO ADJETIVO


O grau do adjetivo demonstra a intensidade com que o adjetivo caracteriza substantivo. Há dois graus:

- comparativo;
- superlativo.

GRAU COMPARATIVO


Estabelece uma comparação entre dois seres de uma mesma característica que ambos possuem. Há três tipos de grau comparativo:

- comparativo de superioridade: mais + adjetivo + que (do que)

Exemplo:

Carlos é mais competente que João.

Esse computador é mais caro do que rápido.

- comparativo de igualdade: tão + adjetivo + quanto (como)

Exemplos:

O seu carro é tão luxuoso quanto o meu.

O linux é tão seguro quanto o Windows.

- comparativo de inferioridade: menos + adjetivo + que

Exemplo:

Julia é menos bonita que Aline.

GRAU SUPERLATIVO


Usa-se o grau superlativo para intensificar uma característica de um ser em relação a outros seres. Subdivide-se em:

- superlativo absoluto » que pode ser sintético ou analítico;

- superlativo relativo » que pode ser de superioridade ou inferioridade.

SUPERLATIVO ABSOLUTO


Analítico: é composto por palavras que dão idéia de intensidade + adjetivo.

Exemplos:

Ele é um aluno muito estudioso.

O cão do vizinho é extremamente violento.

Sintético: é composto pelo adjetivo + sufixo.

Exemplos:

As duplas sertanejas são riquíssimas.

Ele é um fortíssimo candidato à vaga.

SUPERLATIVO RELATIVO


De superioridade: o mais + adjetivo + de

Exemplo:

Esse computador é o mais moderno do mercado.

De inferioridade: o menos + adjetivo + de

Exemplo:

Gabriel é o menos interessado da classe.


Os adjetivos bom, mau, pequeno e grande possuem formas particulares para o comparativo e para o superlativo. Veja a tabela:

ADJETIVOCOMPARATIVOSUPERLATIVO ABSOLUTO SINTÉTICOSUPERLATIVO RELATIVO
BOMMELHOR QUEÓTIMOO MELHOR DE
MAUPIOR QUEPÉSSIMOO PIOR DE
GRANDEMAIOR QUEMÁXIMOO MAIOR DE
PEQUENOMENOR QUEMÍNIMOO MENOR DE







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segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Questões de provas da UFPR

Texto para as questões 1 a 3

Texto 1:
     Apenas poucos séculos atrás, a mera ideia de resistir à agricultura, ao invés de estimulá-la, pareceria ininteligível. Como teria progredido a civilização sem a limpeza das florestas, o cultivo do solo e a conversão da paisagem agreste em terra colonizada pelo homem? Os reis e grandes proprietários podiam reservar florestas e parques para caça e extração de madeira, mas na Inglaterra Tudor a preservação artificial dos cumes incultos teria parecido tão absurda como a criação de santuários para pássaros e animais que não podiam ser comidos ou caçados. A tarefa do homem, nas palavras do Gênesis (I, 28), era “encher a terra e submetê-la”, derrubar matas, lavrar o solo, eliminar predadores, matar insetos nocivos, arrancar fetos, drenar pântanos.
       A agricultura estava para a terra assim como o cozimento para a carne crua. Convertia a natureza em cultura. Terra não cultivada significava homens incultos. E quando os ingleses seiscentistas mudaram-se para Massachusetts, parte de sua argumentação em defesa da ocupação dos territórios indígenas foi que aqueles que por si mesmos não submetiam e cultivavam a terra não tinham direito de impedir que outros o fizessem. Fetos: plantas da espécie que inclui samambaias e avencas.
(THOMAS, Keith. O homem e o mundo natural. S. Paulo: Companhia das Letras, 2010, p. 17-18.)

Texto 2:
      Antes dos anos 80, o termo biodiversidade não era conhecido. Esse termo, que une as palavras ‘diversidade’ e ‘biológica’, foi popularizado pelo livro Biodiversidade, de 1988, organizado pelo biólogo norte-americano Edward O. Wilson, um dos pioneiros da ecologia, a partir dos debates do Fórum Nacional de Biodiversidade, realizado dois anos antes em Washington (Estados Unidos).
      O livro foi publicado no Brasil em 1997. No conceito de biodiversidade estão incluídos todos os seres vivos e as relações que esses organismos têm entre si e com o meio físico,  transformando e construindo florestas, lagos e todos os elementos da paisagem que normalmente chamamos de natureza. Assim, plantas, animais e ecossistemas passaram a ser entendidos como um complexo integrado, que dá forma e funcionamento à vida no planeta. A biodiversidade, portanto, não se refere exclusivamente aos organismos em si, mas também ao ambiente criado a partir da presença deles. É como um jogo de xadrez. De que valem as peças se não forem realizadas boas jogadas? Precisamos compreender as complexas regras desse jogo, para evitar ou minimizar nossas interferências nefastas. No caso da Amazônia, precisamos apreender a biodiversidade da região em toda a sua complexidade e dinâmica, entender os efeitos dos processos de
mudança e buscar as melhores soluções para a manutenção dessa diversidade.
(A Amazônia está mudando. Ciência Hoje, jul. 2007, p. 40.)

1) Relacione os textos 1 e 2 e considere as afirmativas a seguir: 

1. O conceito de biodiversidade, formulado no século XX, reflete uma avaliação das intervenções humanas sobre a
natureza diferente da concepção vigente no século XVI.
2. A busca de preservação da biodiversidade já estava implícita na atitude seiscentista de buscar, através do cultivo
da terra, converter a natureza em cultura.
3. Ambos os textos ressaltam a importância da agricultura para o homem e a natureza.
4. No século XVI, os reis e grandes proprietários que preservavam áreas incultas em suas terras pretendiam
garantir a sobrevivência de espécies vivas ameaçadas.

Assinale a alternativa correta.

a) Somente a afirmativa 4 é verdadeira.
b) Somente a afirmativa 1 é verdadeira.
c) Somente as afirmativas 2 e 3 são verdadeiras.
d) Somente as afirmativas 1, 2 e 3 são verdadeiras.
e) Somente as afirmativas 1 e 4 são verdadeiras. 5

2) No Texto 1, o autor: 

a) explicita como a relação homem/natureza era percebida no século XVI.
b) critica a atitude dos ingleses que colonizaram a América do Norte.
c) lamenta a profunda mudança na agricultura ocorrida ao longo de quatro séculos.
d) aponta a primazia do conceito de natureza sobre o de cultura no século XVI.
e) mostra-se saudosista quanto à concepção da relação com a natureza antropocêntrica e fundamentada na Bíblia.

3) Sobre o conceito de biodiversidade discutido no Texto 2, é correto afirmar: 

a) A biodiversidade é como um jogo de xadrez, em que as jogadas são realizadas pela natureza e estão imunes às intervenções humanas.
b) O conceito de biodiversidade está centrado no inventário do conjunto de seres vivos e dos ambientes físicos propícios à
vida desses seres.
c) O conceito de biodiversidade inclui o conjunto de seres vivos e as relações desses seres entre si e com o ambiente.
d) Só existe biodiversidade em locais preservados, com vegetação e fauna nativa e sem atividades de agricultura e pecuária.
e) Os estudos relativos à biodiversidade mostram que o meio físico independe da atuação dos seres vivos.

O texto a seguir é parte de uma entrevista publicada pela revista CULT e serve de base para as questões 4 a 6. 

     No final de maio deste ano, a revista Science publicou um trabalho que causou alarde para além dos muros da comunidade científica. Liderado pelo doutor Craig Venter, um grupo de cientistas norte-americanos conseguiu criar em laboratório a primeira célula controlada por um genoma sintético. A descoberta sinaliza para o fato de que a criação de seres vivos inéditos na natureza parece não estar distante, o que despertou a atenção de diversos setores da sociedade. Prova disso foi a atitude do presidente Barack Obama que, após tomar conhecimento do feito,  pediu a seus conselheiros especializados em biotecnologia que elaborassem um relatório sobre os possíveis prós e contras da descoberta. O Vaticano, por sua vez, conclamou para o debate ético, ao afirmar que a descoberta “deve ter regras, como tudo o que toca o coração da vida”.
      Esse exemplo é apenas um entre os tantos avanços recentes da ciência que suscitam acaloradas discussões. O homem está autorizado a criar seres vivos inéditos na natureza? Quais os dilemas éticos envolvidos? Qual o papel  da sociedade e dos cientistas diante desses dilemas? Para discutir essas e outras questões, a  CULT entrevistou uma das maiores autoridades brasileiras no assunto, a geneticista Lygia da Veiga Pereira.

     CULT – Com relação ao genoma sintético, é correto falar em “criação” da vida, como a mídia vem fazendo? 
      Lygia da Veiga Pereira – O que esse grupo [pesquisadores norte-americanos liderados pelo doutor Craig Venter] fez foi sintetizar no laboratório um genoma completo de uma bactéria e, ao colocar esse genoma dentro de outra, ele passou a reger a vida dessa bactéria. Então, rigorosamente falando, ele não criou vida, eu diria que ele reprogramou uma vida, pois transformou uma forma de vida A em uma forma de vida B. Trata-se  de um grande avanço tecnológico, pois ele mostrou que consegue sintetizar no laboratório um genoma de uma bactéria e que esse genoma funciona quando é posto dentro de outra.
       Por que eu digo que é um avanço puramente tecnológico? Eles de fato sintetizaram as moléculas de DNA em laboratório, mas a sequência daquele DNA já existia na natureza. O próximo passo, esse sim revolucionário, será criar um genoma inédito, que a natureza não selecionou. Baseados nos milhares de genes já descritos em bancos de dados, os pesquisadores poderão criar um genoma completamente inédito, inseri-lo em uma bactéria e então vão criar um ser vivo inédito. E para que fazer isso?
Porque eles acham que vão conseguir desenhar seres vivos que exerçam funções interessantes para nós, como, por exemplo, captar CO2 da atmosfera ou digerir o petróleo no mar. É um enorme desafio.

     CULT – Que implicações éticas você prevê para isso?
     Lygia – O dilema ético é que não conseguimos prever se esse ser vivo fará somente o que o pesquisador pretende que ele faça. Não sabemos se aquela bactéria que ele desenhou só para digerir o petróleo na água do mar vai, por exemplo, começar a digerir algas ou será tóxica para alguns peixes e então provocar um desastre ecológico. A questão é que os sistemas biológicos são muito complexos e não conhecemos todas as leis que os regem. Então, se propor a construir novos seres vivos, desenhar novos seres vivos talvez seja uma pretensão ainda muito grande, dado o nosso pouco conhecimento dessas leis. Pode-se ter a
melhor das intenções, mas, quando esse ser vivo estiver solto no meio ambiente, ele vai se comportar de forma imprevisível e o tiro pode sair pela culatra. É nisso que devemos prestar atenção.
(CULT, 16 jul. 2010.)

4) Segundo o texto, a imprensa divulgou a experiência realizada pelos cientistas como criação da vida em laboratório. 
Qual é o ponto de vista da geneticista Lygia da Veiga Pereira diante da descoberta relatada pelo dr. Craig Venter? 

a) Houve a criação de uma nova vida, pois o genoma da bactéria foi integralmente sintetizado em laboratório.
b) Não foi criada uma nova vida: o genoma usado no experimento foi extraído de uma bactéria, modificado e inserido em outro ser vivo.
c) Não foi criada uma nova vida, pois foi sintetizada a sequência de DNA de uma bactéria já existente e o genoma sintético inserido em outro ser vivo, o qual teve sua forma modificada.
d) Houve a criação de uma nova vida, uma vez que a bactéria que recebeu o genoma tornou-se um ser vivo diferente.
e) Não é possível concluir se houve ou não a criação de uma nova vida, uma vez que há divergências sobre o que seja criar vida em laboratório.

5) Segundo o texto, é correto afirmar: 

a) O presidente americano Barack Obama é contrário aos experimentos relacionados à criação de seres vivos mediante a
sintetização de genomas em laboratório.
b) A repercussão da descoberta relatada pela equipe do dr. Venter foi motivada pelas questões éticas a ela relacionadas.
c) Fora da comunidade científica, a notícia sobre a criação de uma célula controlada por um genoma sintético foi recebida
com aprovação e incentivo à sua continuidade.
d) A Igreja Católica manifestou sua aprovação à descoberta da equipe do dr. Craig Venter e propôs aperfeiçoá-la a partir de
um debate sobre ética.
e) A comunidade científica se mobilizou para questionar os resultados da pesquisa divulgados pela revista Science.

6) Avalie se as afirmativas a seguir correspondem ao ponto de vista expresso por Lygia da Veiga Pereira na entrevista a propósito da criação em laboratório de seres não existentes na natureza: 

1. A criação de seres vivos inéditos pode ser avaliada positivamente, uma vez que esses seres podem ser
projetados para exercer funções benéficas para os homens e outros seres vivos.
2. Antes de criar novos seres vivos, a ciência deve priorizar o estudo e a preservação da diversidade biológica
existente.
3. É necessário ampliar o conhecimento sobre os sistemas biológicos antes de colocar na natureza seres criados
em laboratório.
4. A criação de seres vivos inéditos representa uma ingerência humana injustificável nos processos naturais de evolução biológica.

Assinale a alternativa correta.
a) Somente a afirmativa 4 é verdadeira.
b) Somente as afirmativas 2 e 3 são verdadeiras.
c) Somente as afirmativas 1 e 2 são verdadeiras.
d) Somente as afirmativas 1 e 3 são verdadeiras.
e) Somente as afirmativas 1, 3 e 4 são verdadeiras.

7) As expressões assinaladas no parágrafo inicial da entrevista fazem a retomada de informações apresentadas previamente no texto.

1  No final de maio deste ano, a revista Science publicou um trabalho que causou alarde para além dos muros da comunidade
2  científica. Liderado pelo doutor Craig Venter, um grupo de cientistas norte-americanos conseguiu criar em laboratório a primeira
3  célula controlada por um genoma sintético. A descoberta sinaliza para o fato de que a criação de seres vivos inéditos na natureza
4  parece não estar distante, o que despertou a atenção de diversos setores da sociedade. Prova disso foi a atitude do presidente
5  Barack Obama que, após tomar conhecimento do feito, pediu a seus conselheiros especializados em biotecnologia que
6  elaborassem um relatório sobre os possíveis prós e contras da descoberta. O Vaticano, por sua vez, conclamou para o debate
7  ético, ao afirmar que a descoberta “deve ter regras, como tudo o que toca o coração da vida”.

Assinale a alternativa que NÃO estabelece de forma adequada a relação entre a expressão destacada e a informação que essa expressão retoma.
a) “a descoberta” (linha 3) → a criação em laboratório da primeira célula controlada por um genoma sintético.
b) “o que” (linha 4) → a criação de seres vivos inéditos na natureza parece não estar distante.
c) “disso” (linha 4) → da criação em laboratório da primeira célula controlada por um genoma sintético.
d) “do feito” (linha 5) → da criação em laboratório da primeira célula controlada por um genoma sintético.
e) “seus” (linha 5) → do presidente Barak Obama.

8) Numere as frases a seguir, indicando a sequência em que devem ser ordenadas para compor um texto  coeso e coerente. 

(   ) Embora essa seja uma característica de municípios pequenos e médios, é observada também em duas capitais: Boa Vista (RR) e Rio Branco (AC).
(   ) Mesmo levando em conta essas vantagens e reconhecendo a importância das motos para a mobilidade  das pessoas, especialistas alertam para o aumento das mortes de motociclistas no país, que saltaram de 725 em 1996 para mais de 8 000 em 2009.
(   ) O índice se limitava a 26% no começo da década.
(   ) Essa preferência pela moto como principal meio de transporte em um número tão alto de municípios e mesmo em duas capitais da Região Norte pode ser explicada também pelo preço e facilidade de financiamento, com prestações que às vezes se limitam a 100 reais.
(   ) Office-boys substituídos por motoboys, jegues por motos, táxis por mototáxis, preferência pela moto como um recurso para escapar de engarrafamentos, ônibus caros, lentos e desconfortáveis.
(   ) O fenômeno, já observado desde os anos 90 está perto de se tornar predominante: quase metade das cidades brasileiras – 46% – já tem mais motocicletas que carros.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta, de cima para baixo. 
a) 4 – 2 – 3 – 5 – 1 – 6.
b) 6 – 3 – 5 – 4 – 2 – 1.
c) 6 – 4 – 3 – 5 – 1 – 2.
d) 5 – 4 – 2 – 3 – 6 – 1.
e) 4 – 6 – 3 – 5 – 1 – 2. 7

9)  Assinale a alternativa em que a expressão entre parênteses veicula significação equivalente à expressão grifada do enunciado. 

a) A perspicácia é uma qualidade de quem é observador, atento a tudo que está a sua volta. (curiosidade)
b) Esta situação dissuadiu investidores de investir na empresa, tal como foi evidenciado pelas dificuldades da empresa na obtenção de empréstimos bancários. (convenceu)
c) Discute-se a hipervalorização das artes e humanidades em detrimento das ciências “duras” e da engenharia, e a consequência do processo para o desenvolvimento tecnológico, científico e cultural do país. (no lugar)
d) Existem expressões que, não obstante terem um sentido jurídico, constituem termos da linguagem comum. (apesar de)
e) O existencialismo é, grosso modo, uma filosofia que põe em destaque a liberdade do homem. (de forma pouco polida)


10) Leia o texto transcrito abaixo, que pertence ao livro Muitas vozes, de Ferreira Gullar. 

MEU PAI

meu pai foi ao Rio se tratar de
um câncer (que o mataria) mas
perdeu os óculos na viagem
quando lhe levei os óculos novos
comprados na Ótica Fluminense ele
examinou o estojo com o nome da loja
dobrou a nota de compra guardou-a
no bolso e falou: quero ver agora qual é o
sacana que vai dizer que eu nunca estive
no Rio de Janeiro.

Assinale a alternativa correta. 
a) Em “Meu pai”, por enfatizar logo na abertura uma doença que terminaria por matar um homem, percebe-se uma crítica velada ao sistema de saúde do Brasil durante o Regime Militar (1964–1985).
b) O caráter narrativo do texto faz com que ele não pertença propriamente ao gênero poético, que se caracteriza por ser a expressão do eu.
c) Ao tratar de um evento cotidiano, Ferreira Gullar renovou a poesia brasileira, de tendência dominantemente espiritual, introduzindo nela temas antes considerados menos nobres.
d) “Meu pai” é uma exceção no livro Muitas vozes, já que nele não surge a forte crítica social que domina o livro.
e) Em “Meu pai”, como em outros poemas de Muitas vozes, o poeta lança mão da memória pessoal de fatos cotidianos para construir uma reflexão sobre a fugacidade da vida.

11) Assinale a alternativa correta. 
a) A crítica social presente em O pagador de promessas, de Dias Gomes, perde universalidade em função de seu caráter regionalista, pois sabe-se que, quando a peça estreou (1960), a visão conservadora do Padre Olavo já não se encontrava mais nas grandes cidades.
b) O regionalismo de  S. Bernardo, de Graciliano Ramos, é típico da segunda fase do  modernismo brasileiro, que se caracteriza pela exploração dos dramas sociais, deixando em segundo plano o aprofundamento psicológico das personagens, o que fica claro na brutalidade do protagonista, Paulo Honório.
c)  Inocência, do Visconde de Taunay, promove uma fusão entre as convenções do romance romântico, perceptível no caso de amor entre Inocência e Cirino, e os elementos regionais representados pela natureza, a linguagem e os costumes do interior do Brasil no século XIX.
d) Apesar do caráter universal da obra de Clarice Lispector, percebe-se a influência regionalista nos contos de Felicidade Clandestina, pois a ação de alguns deles acontece no nordeste brasileiro, mais precisamente na cidade de Recife.
e) Em “A vingança da peroba”, “A colcha de retalhos” e “Bucólica”, entre outros textos de Urupês, a imagem do Jeca Tatu, caboclo preguiçoso e ignorante, é substituída por uma visão positiva do caboclo, entendido como um homem de valor que não se desenvolve em função da desatenção das autoridades. 8

12) Leia o trecho abaixo de O pagador de promessas, de Dias Gomes, que narra o que acontece imediatamente depois da morte de Zé do Burro: 

DELEGADO (para o Secreta): Vamos buscar reforço. (Sai, seguido do Secreta e do Guarda)
O Padre desce os degraus da igreja, em direção ao corpo de Zé do Burro.
ROSA (com rancor): Não chegue perto!
PADRE: Queria encomendar a alma dele...
ROSA: Encomendar a quem? Ao Demônio?

Considerando tanto o trecho acima quanto a totalidade da obra, considere as seguintes afirmativas:
1. O Delegado, o Secreta e o Guarda saem com a desculpa de buscar reforço, mas na verdade fogem, porque percebem que a morte de Zé do Burro foi um erro e que a justiça irá cobrar explicações deles.
2. Rosa, apesar da raiva que sente de Zé do Burro no início da peça, do constrangimento público que a situação deles representa e de se ter entregado a Bonitão, termina sentindo que são mais fortes do que antes os laços que a ligavam ao marido.
3. A reação do Padre não tem traços de caridade cristã e se dá por puro medo, já que se sente ameaçado pelo fato de todo o povo que se juntou na praça estar contra a proibição da entrada de Zé do Burro na igreja.
4. O responsável por toda a tragédia é, no fundo, o próprio Zé do Burro, vítima da ignorância e da pobreza que geram o fanatismo religioso católico característico do Nordeste brasileiro.

Assinale a alternativa correta. 
a) Somente a afirmativa 2 é verdadeira.
b) Somente a afirmativa 3 é verdadeira.
c) Somente a afirmativa 4 é verdadeira.
d) Somente as afirmativas 1 e 3 são verdadeiras.
e) Somente as afirmativas 2 e 4 são verdadeiras.

13) Assinale a alternativa correta. 

a) Em São Bernardo, de Graciliano Ramos, a mulher é vista como um ser submisso ao homem e, nesse sentido, o suicídio de Madalena representa uma aceitação dessa submissão feminina.
b) A ausência do ponto de vista feminino no  Romanceiro da Inconfidência, de Cecília Meireles, não se deve a um machismo da autora, refletindo apenas as condições de vida da mulher brasileira no século XVIII.
c) Em Dom Casmurro, o silenciamento de Capitu, que só aparece ao leitor pela ótica de Bentinho, não pode ser atribuído ao machismo da sociedade brasileira do século XIX, já que decorre da psicologia individual de Bentinho.
d) Em Inocência, a visão de que as mulheres são seres sem racionalidade, escravas do próprio desejo sexual, que “não casam com carrapato porque não sabem qual é o macho”, justifica o isolamento em que vive a protagonista, fechada dentro de casa.
e) Em contos de Clarice Lispector como “Felicidade clandestina”, “Restos de carnaval” e “Uma amizade sincera”, as jovens personagens femininas nos são apresentadas antes de descobrirem sua sexualidade e aparecem relacionadas às personagens masculinas apenas por sentimentos infantis.

Gabarito: 1) B 2) A 3) C 4) C 5) B 6) D 7) C 8) E 9) D 10) E 11) C 12) A 13) D

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Substantivos classificação e flexões

Artigo sobre classificação e flexões dos substantivos com exemplos para um melhor aaprendizado.
Substantivo
É tudo que nomeia os seres que podem ser representados por pessoas, lugares, instituições, grupos, entes de natureza espiritual ou mitológica. Assim, temos:
mulher
Maranhão
bode
pato
saci 
alma


Nomeia, além destes já citados, ações, estados, qualidades, sensações e sentimentos, bem como:
felicidade
tristeza
alegria
raiva
satisfação
dor...

Quanto à classificação os substantivos podem ser:

Substantivo Primitivo
É primitivo o substantivo que não se origina de outra palavra existente na língua portuguesa. Exemplos: terra, pato, mulher.
Substantivo Derivado
É derivado o substantivo que provém de outra palavra já existente na língua portuguesa. Exemplos: terreiro, vidraça, pedreiro, homúnculo.
Substantivo Simples
É simples o substantivo formado por um único radical em sua estrutura. Exemplos: pedra, vidro, flor, jornalista.
Substantivo Composto
É composto o substantivo formado por pelo mesmos dois  radicais em sua estrutura. Exemplos: pedra-sabão, beija-flor, rodapé, pombo-correio.
Substantivo Concreto
É concreto o substantivo que nomeia seres de existência independente (reais ou imaginários). Exemplos: Deus, coelho, fada, menino, lobisomem.
Substantivo abstrato
É abstrato o substantivo que dão nome a estados, qualidades, sentimentos e ações. Exemplos: felicidade, beleza, amor, bravura.
Substantivo próprio
É próprio o substantivo se refere a seres, pessoas, entidades determinados. São escritos sempre com inicial maiúscula. Exemplos: Maria, Rio Amazonas, Brasil, Bahia.
Substantivo comum
Quando se referem a seres da mesma espécie, sem especificá-los. Exemplos: rua, pato, cidade, cordilheira.


Formas coletivas dos substantivos

é o substantivo comum que, mesmo estando no singular, designa um conjunto de seres da mesma espécie.

Exs: alho - (quando entrelaçados) réstia, enfiada, cambada 
        aluno - classe 
        boi - boiada, abesana, armento, cingel, jugada, jugo, junta, manada, rebanho, tropa 
        estrela - constelação
        peixe - cardume
        chave - (quando num cordel ou argola) molho (mó), penca 

        ator - elenco
        avião - esquadrão, esquadra, esquadrilha
        borboleta - boana, panapaná
        bala - saraiva, saraivada
        abelha - enxame, cortiço, colméia
        lobo - alcatéia, caterva 

Nota: o coletivo é um substantivo singular, mas com ideia de plural.

Flexão dos substantivos

 é  a propriedade que as palavras têm de indicar sexo real ou fictício dos seres. Na língua portuguesa, há dois gêneros: masculino e feminino.

Temos por regra que todo substantivo masculino é caracterizado pela desinência “o” e o feminino pela desinência “a”. No entanto, nem todos os substantivos masculinos terminam em “o” (líder, telefone, computador). Então, podemos definir o substantivo como do gênero masculino se vier anteposto pelo artigo “o”: o pato, o homem, o computador, o líder, o telefone.
O gênero feminino irá seguir o mesmo raciocínio. São substantivos femininos as palavras que tem anteposição do artigo “a”: a pata, a mulher, a pessoa, a criança.

Substantivos Biformes:  ao indicar nomes de seres vivos, geralmente o gênero da palavra está relacionado ao sexo do ser, havendo, portanto, duas formas, uma para o masculino e outra para o feminino. Exemplo: Professor- professora, aluno -aluna, traidor - traidora.

Formação do feminino dos substantivos biformes

a) Regra geral: troca-se a terminação -o por -a.
exemplo:
garoto – garota            

b) Substantivos terminados em -ês: adiciona-se -a ao masculino.
exemplo:
português – portuguesa

c) Substantivos terminados em -ão: fazem o feminino de três formas:
- troca-se -ão por -oa.
exemplo:
leão – leoa
- troca-se -ão por -ã.
exemplo:
campeão – campeã
-troca-se -ão por ona.
exemplo:
solteirão – solteirona
Exceções:
  • barão – baronesa
  • ladrão- ladra
  • sultão – sultana
d) Substantivos terminados em -or:
- acrescenta-se -a ao masculino.
Por exemplo:
doutor – doutora
- troca-se -or por -triz:
imperador – imperatriz

e) Substantivos com feminino em -esa, -essa, -isa:
  • cônsul – consulesa
  • abade – abadessa
  • poeta – poetisa
f) Substantivos que formam o feminino trocando o -e final por -a:
elefante – elefanta

g) Substantivos que têm radicais diferentes no masculino e no feminino:
  • homem – mulher
  • boi – vaca
h) Substantivos que formam o feminino de maneira especial, isto é, não seguem nenhuma das regras anteriores:
  • czar – czarina
  • réu – ré




 Substantivos Uniformes: apresentam uma única forma, que serve tanto para o masculino quanto para o feminino. Classificam-se em:

Epicenos: têm um só gênero e nomeiam bichos.
 exemplo: o tatu macho e a tatu fêmea, o jacaré macho e o jacaré fêmea.

Sobrecomuns: têm um só gênero e nomeiam pessoas.
exemplo: a criança, a testemunha, a vítima, o cônjuge, o gênio, o ídolo, o indivíduo.

Comuns de Dois Gêneros: indicam o sexo das pessoas por meio do artigo.
exemplo: o astronauta e a astronauta, o jovem e a jovem, o pianista e a pianista, o estudante e a estudante.


Saiba que:

- Substantivos de origem grega terminados em ema ou oma, são masculinos.
exemplo: o axioma, o fonema, o poema, o sistema, o sintoma, o teorema.

- Existem certos substantivos que, variando de gênero, variam em seu significado.
exemplo: o rádio (aparelho receptor) e a rádio (estação emissora)
                o capital (dinheiro) e a capital (cidade)    

  Note que:
1. A palavra personagem é usada indistintamente nos dois gêneros.

a) Entre os escritores modernos nota-se acentuada preferência pelo masculino:

Por exemplo: O menino descobriu nas nuvens os personagens dos contos de carochinha.

b) Com referência a mulher, deve-se preferir o feminino:
O problema está nas mulheres de mais idade, que não aceitam a personagem.
Não cheguei assim, nem era minha intenção, a criar uma personagem.

2. Ordenança, praça (soldado) e sentinela (soldado, atalaia) são sentidos e usados na língua atual, como masculinos, por se referirem, ordinariamente, a homens.
3. Diz-se: o (ou a) manequim Marcela, o (ou a) modelo fotográfico Ana Belmonte.
Observe o gênero dos substantivos seguintes:
MasculinosFemininos
o tapa
o eclipse
o lança-perfume
o dó (pena)
o sanduíche
o clarinete
o champanha
o sósia
o maracajá
o clã
o hosana
o herpes
o pijama
o suéter
o soprano
o proclama
o pernoite
o púbis
a dinamite
a áspide
a derme
a hélice
a alcíone
a filoxera
a clâmide
a omoplata
a cataplasma
a pane
a mascote
a gênese
a entorse
a libido
a cal
a faringe
a cólera (doença)
a ubá (canoa)
São geralmente masculinos os substantivos
de origem grega terminados  em -ma:
o grama (peso)
o quilograma
o plasma
o apostema
o diagrama
o epigrama
o telefonema
o estratagema
o dilema
o teorema
o apotegma
o trema
o eczema
o edema
o magma
o anátema
o estigma
o axioma
o tracoma
o hematoma
Exceções: a cataplama, a celeuma, a fleuma, etc.

     
Gênero e Significação:

Muitos substantivos têm uma significação no masculino e outra no feminino. Observe:

o baliza 
(soldado que, que à frente da tropa, indica os movimentos que se deve realizar em conjuntp; o que vai à frente de um bloco carnavalesco, manejando um bastão)

a baliza 
(marco, estaca; sinal que marca um limite ou proibição de trânsito)
o cabeça (chefe)a cabeça (parte do corpo)
o cisma (separação religiosa, dissidência)a cisma (ato de cismar, desconfiança)
o cinza (a cor cinzenta)a cinza (resíduos de combustão)
o capital (dinheiro)a capital (cidade)
o coma (perda dos sentidos)a coma (cabeleira)
o coral (pópilo, a cor vermelha, canto em coro)a coral (cobra venenosa)
o crisma (óleo sagrado, usado na administração da crisma e de outros sacramentos)a crisma (sacramento da confirmação)
o cura (pároco)a cura (ato de curar)
o estepe (pneu sobressalente)a estepe (vasta planície de vegetação)
o guia (pessoa que guia outras)a guia (documento, pena grande das asas das aves)
o grama (unidade de peso)a grama (relva)
o caixa (funcionário da caixa)a caixa (recipiente, setor de pagamentos)
o lente (professor)a lente (vidro de aumento)
o moral (ânimo)a moral (honestidade, bons costumes, ética)
   


Flexão de Número do Substantivo


Em português, há dois números gramaticais:
O singular, que indica um ser ou um grupo de seres;
O plural, que indica mais de um ser ou grupo de seres.
A característica do plural é o s final.
Plural dos Substantivos Simples

a) Os substantivos terminados em vogal, ditongo oral e n fazem o plural pelo acréscimo de s.
Por exemplo:
pai – pais
ímã – ímãs
hífen – hifens (sem acento, no plural).
Exceção: cânon – cânones.
b) Os substantivos terminados em m fazem o plural em ns.
Por exemplo:
homem – homens.
c) Os substantivos terminados em r e z fazem o plural pelo acréscimo de es.
Por exemplo:
revólver – revólveres
raiz – raízes
Atenção: O plural de caráter é caracteres.
d) Os substantivos terminados em al, el, ol, ul flexionam-se no plural, trocando o lpor is.
Por exemplo:
quintal -  quintais
caracol – caracóis
hotel – hotéis
Exceções: mal e males, cônsul e cônsules.
e) Os substantivos terminados em il fazem o plural de duas maneiras:
- Quando oxítonos, em is.
Por exemplo:
canil – canis
- Quando paroxítonos, em eis.
Por exemplo:
míssil – mísseis.
Obs.:  a palavra réptil pode formar seu plural de duas maneiras:
répteis ou reptis (pouco usada).
f) Os substantivos terminados em s fazem o plural de duas maneiras:
- Quando monossilábicos ou oxítonos, mediante o acréscimo de es.
Por exemplo:
ás – ases
retrós – retroses
- Quando paroxítonos ou proparoxítonos, ficam invariáveis.
Por exemplo:
o lápis – os lápis
o ônibus – os ônibus.
g) Os substantivos terminados em ão fazem o plural de três maneiras.
- substituindo o -ão por -ões:
Por exemplo:
ação – ações
- substituindo o -ão por -ães:
Por exemplo:
cão – cães
- substituindo o -ão por -ãos:
Por exemplo:
grão – grãos
h) Os substantivos terminados em x ficam invariáveis.
Por exemplo:
o látex – os látex.
Flexão de numero do Artigo:
0-os / um-uns


Flexão de grau
Quanto ao grau, os substantivos podem variar entre aumentativo e diminutivo.
Os graus aumentativo e diminutivo podem ser formados através de dois processos:
a) sintético – acréscimo de sufixos ao grau normal.
Exemplo: amor: amorzinho; amorzão.
b) analítico – o substantivo será modificado por adjetivos que transmitem idéia de aumento ou diminuição:
Exemplo: urso: urso grande; urso pequeno.